Oblivion: ficção científica de respeito


Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Inúmeros filmes de ficção científica tentam adicionar algum elemento novo no complexo universo sci fi. Oblivion foge a esta regra. O roteiro segue uma receita básica e adiciona “ingredientes” comuns para se fazer um filme de ficção científica na medida certa. E é isso que o transforma de um mero sci fi em um sci fi de respeito.

Tom Cruise vinha de lançamentos não tão bem recebidos pelo público, principalmente em sua terra natal. Foi este seu mais recente lançamento que reavivou o interesse do público mundial e principalmente estadunidense pela sua atuação. O filme arrecadou mundialmente no fim de semana de estreia U$ 61 milhões e 38,2 milhões somente nos EUA. É a segunda maior abertura do ator nos EUA depois de Missão Impossível.

Evidentemente muitas pessoas queriam ver a volta do ator em um filme sci fi.

O filme Oblivion mostra Jack Harper (Tom Cruise) em sua última missão no planeta Terra pós-apocalíptico. Seu dever é manter ativos drones (robôs) que protegem plataformas fornecedoras de energia adquirida através da água do mar para os humanos remanescentes que vivem em uma das luas de Saturno. Depois de resgatar uma astronauta (Olga Kurylenko) a realidade mostra não ser aquela que Jack conhecia. Oblivion antes de se transformar em filme era uma HQ do diretor Joseph Kosinski, mas que nunca foi publicada. Como ele também é arquiteto, o design da HQ atraiu Hollywood, o que fez o projeto migrar para as telas.

Kosinski usa e abusa dos círculos e das esferas. As turbinas e a cabine da aeronave são desenhadas em forma de esferas. Interessante notar também que a aeronave não decola, mas sim dá um mergulho de ponta cabeça – formando uma elipse – no “oceano” imenso e vazio do que sobrou da Terra. As câmeras também filmam em circulo, talvez para mostrar as conseqüências da guerra com os alienígenas e a solidão do protagonista. Até a movimentação tático-militar de Tom Cruise acontece em círculo. O visual realmente impressiona! Mas não é somente o visual que tem este efeito. O roteiro é simples e não foge do ABC do cinema sci fi.

Entretanto, é esta característica que torna o filme poderoso. O espectador, por esperar algo novo – que adicionará mais uma característica ao gigantesco rol dos já complexos e variados elementos do cinema de ficção científica – é surpreendido pela simplicidade do roteiro muito bem escrito e amarrado, mas, principalmente pelo seu desenvolvido durante o desenrolar da trama.

A trama descrita pelo roteiro cresce gradualmente para se tornar grandiosa no final do filme. Cada cena faz você ficar mais tenso na cadeira, cheio de interrogações e ansioso pelas respostas – somente como um bom sci fi é capaz de faz. Entender o filme depende de um pouco de esforço do espectador. Se ficarem pontas soltas, reveja o filme, pois elas não existem.

A soma final é bastante positiva. Todos os requisitos básicos de um sci fi estão lá. Além do visual impressionante, roteiro simples, bem amarrado e bem escrito, trama que cresce gradualmente até um final surpreendente e boas atuações. Agora é esperar por Elysium – que tem Wagner Moura e Alice Braga no elenco – para ver qual deles será o melhor sci fi do ano.

Um pensamento sobre “Oblivion: ficção científica de respeito

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s