Músicas de protesto – 2º parte


(Fonte: Divulgação)

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Ontem o Se Liga postou músicas de protesto de artistas brasileiros. Hoje mostraremos algumas músicas de artistas internacionais que servirão como trilha sonora para os protestos desta quarta-feira e outros que estão por vir.

“Killing In The Name” – Rage Against The Machine

A banda Rage Against The Machine é conhecida como uma das maiores bandas de protesto que já existiu. Com letras diretas e politizadas e uma musicalidade impar que consegue misturar com maestria ritmos urbanos de protesto como rap e o rock.

O título traduzido significa “matar em nome de”, mas esta música não faz apologia à violência como muitos imaginam. O que ela prega é que o poder, a religião e outras formas de controle matam o povo, seja pelo ufanismo, pela “guerra santa”, ou por algum motivo. Por isso a letra da música diz para o ouvinte não prestar atenção no que eles – os políticos, os poderosos, os interessados na manutenção do status quo, etc – dizem e continuar protestando pelos seus direitos.

“The Power Of Equality” – Red Hot Chili Peppers

Os integrantes do Red Hot Chili Peppers sempre tiveram uma veia punk e por isso muitas vezes quebraram o senso comum e surpreenderam inúmeras ezes a mídia e os fãs. Isso aconteceu com a música The Power Of Equality (em tradução livre, “poder de igualdade”).

A letra é um desabafo contra a desigualdade social – mais especificamente dos EUA, claro – e a ideia de superioridade da etnia branca e do machismo. A frase mais emblemática da canção é quando o vocalista Anthony Kieds diz que é a própria paz e clama por um pouco de poder.

“Only A Pawn In Their Game” – Bob Dylan

A maioria das canções de Bob Dylan funcionam como protesto. Suas letras ácidas, sua batida de violão simples e direta e sua voz esganiçada criam uma atmosfera única, fazendo sua música se tornar atemporal. Esta música em si trata sobre o assassinato de Medgar Everns líder de um dos movimentos de direitos civis do estado de Mississipi nos EUA. A tradução livre do título – “somente peões no jogo deles” – já mostra o sarcasmo e a inteligência de Dylan.

“The Clansman” – Iron Maiden

Por puro preconceito o senso comum vê bandas de Heavy Metal como representantes de seitas satânicas, drogados e propagadores da violência. Com o Iron Maiden não é diferente. Isso impede de ver  que muitas das letras do Maiden são extremamente politizadas e trabalham com metáforas e poesias para passarem suas mensagens, exatamente como alguns músicos brasileiros da época da ditadura.

Esta música, em específico, clama pela liberdade e tenta abrir os olhos do ouvinte para a exploração e o abuso de poder e das duras consequências decorrentes disto, como a morte de pessoas inocentes, pela fome, por falta de atendimento nos hospitais, ou pela falta de segurança dos grandes centros e que hoje invade as cidades interioranas.

“Do You Hear The People Sing” – Les Misérables

O musical que adapta o livro Os Miseráveis de Victor Hugo conseguiu captar a essência da obra do autor. Do You Hear The People Sing – “Você consegue ouvir as pessoas cantando?”- tem uma letra atemporal que se encaixa nos protestos atuais do Brasil e do mundo. O filme-musical do diretor Tom Hooper também fez um excelente trabalho adaptando a canção ao filme, dando a ela ares épicos. É impossível não se arrepiar e sair cantando o refrão da canção a plenos pulmões depois de assistir a película.

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