Crítica do 1º Guitar Player Festival em Franca


(Fonte: Gettyimages)

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Um pouco depois das 19h, o Teatro Municipal abriu suas portas para receber o público que esperava ansioso as apresentações da noite desta segunda-feira (29). Aconteceu justamente o que eles já previam, as apresentações seriam inesquecíveis.

O 1º Guitar Player Festival de Franca e região começou com a apresentação do guitarrista Marcelo Modesto Trio que, para a surpresa do público, entra no palco com um banjo na mão. Já de cara fica explícita a versatilidade de seu projeto e dos músicos que o acompanham. Destaque para a homenagem feita a Dominguinhos, falecido nesta última semana.

O baixista Michael Pipoquinha, eleito um dos melhores baixistas do Brasil, mostra completa sintonia com Modesto, ambos sorrindo o tempo todo com as perguntas e as respostas criadas durante as improvisações do trio. Vale ressaltar aqui o talento e a mão firme do baterista Elthon Dias que tem a difícil, mas bem sucedida, tarefa de “segurar” estas duas feras.

Em seguida sobe ao palco a apresentação mais esperada da noite, o Kiko Loureiro Trio. Os músicos Kiko Loureiro, guitarrista do Angra, acompanhado pelo seu companheiro de banda, o baixista Felipe Andreoli – nome do qual vocês vão ouvir muito durante todo o post – e pelo baterista Bruno Valverde, entraram no palco com pé direito esbanjando técnica e entrosamento.

Apresentando músicas principalmente de seu último trabalho, Kiko mostrou mais uma vez porque é considerado um dos maiores guitarristas do mundo. Destaque para a música The Hymn que foi executada com perfeição pelo trio.

Sem demora, Rafael Bittencourt, outro membro do Angra, sobe ao palco acompanhado por Felipe Andreoli – que acompanha tanto Kiko quanto Rafael em suas apresentações solo – e pelo baterista Marcell Cardoso do Karma. O trio apresentou músicas do projeto solo de Rafael com instrumentos e orquestrações em playback que ajudaram a dar um clima épico à apresentação. Vale destacar a música Holding Back Your Fire que foi cantanda com bastante emoção e interpretação por Rafael.

Ao final da apresentação, Rafael convida Kiko a retornar ao palco para tocar versões acústicas de músicas do Angra. A primeira canção executada foi Late Redemption que emocionou bastante o público do teatro. Em seguida, foi o clássico Rebirth que ganhou uma versão acústica.

A última atração e, sem sombra de dúvida, a que mais surpreendeu o público foi a da banda de rock progressivo 4Action. A banda formada por Alexandre Aposan, Roger Franco, Sydnei Carvalho e Felipe Andreoli – sim, ele tocou em 3 das 4 apresentações de ontem à noite – não possui nenhum álbum lançado, por isso não se sabia o que esperar desta apresentação.

A 4Action abriu o show abusando do peso dos instrumentos e da técnica de seus músicos. Foi como se o público tivesse sido nocauteado já com a primeira nota do grupo. Com o peso característico do Heavy Metal e com elementos progressivos de bandas como Dream Theater, Evergrey, Yes e Pink Floyd, a banda brindou os presentes com uma mescla de peso e melodia que levou o teatro à transcendência.

Sem exagero, o evento de ontem concretizou Franca como o novo pólo musical do interior de São Paulo. A qualidade do evento realizado mostrou que a cidade tem infra-estrutura, demanda, competência e profissionalismo para realizar novos espetáculos como este.

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