Crítica – Black Sabbath no Campo Marte em São Paulo


(Fonte: Veja)

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O Black Sabbath é uma banda que despensa apresentações. Criadora do occult rock e precursora – ao lado do Led Zeppelin – do Heavy Metal, ela acaba de passar pelo país e levar seus fãs que nunca imaginarem ver de perto os pais do rock pesado. Ou seriam vovôs? De qualquer maneira, os sessentões Tony Iommi, Geezer Butler e Ozzy Osbourne acompanhados pelo baterista Tommy Clufetos – substituindo o original Bill Ward – fizeram jus ao nome Black Sabbath.

A abertura do show do ano foi feita pela banda de Thrash Metal norte-americana Megadeth, liderada pelo ex-guitarrista do Metallica, Dave Mustaine. A banda respeitou os fãs do Sabbath e tocou um repertório curto, mas poderoso e cheio de clássicos. Destaque para Hangar 18 – que o Jimmy do Matanza diria que abriu o show com “o pé na porta e soco na cara” – Tornado Of Souls, Peace Sells e as já indispensáveis Symphony Of Destruction e Holy Wars… The Punishment.

(Fonte: Terra)

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Vinte minutos depois, o Black Sabbath sobe ao palco e a galera vai ao delírio com a introdução da clássica e impactante War Pigs. Todas as músicas do repertório foram executadas com perfeição e pegada e todos os presentes aprenderam com se faz rock de qualidade com letras – ao contrário do que os preconceituosos e leigos pensam – críticas, com substância e que instigam as pessoas a seguirem em frente e lutarem por seus sonhos – vide as letras de Into The Void e Children Of The Grave, por exemplo.

Destaque cabe a ser dado às canções do novo álbum que provam que esta reunião do Black Sabbath não aconteceu apenas pela morte do grandioso vocalista Ronnie James Dio e por questões financeiras. A banda realmente se comprometeu e fez um dos seus melhores trabalhos com músicas que funcionam muito bem ao vivo. Outras que devem ser destacadas são N.I.B. que levou a todos ao delírio e a progressiva e cheia de camadas e mudanças de andamento Fairies Wear Boots.

Mas, na vida nada é perfeito como gostaríamos, não é? O volume do som em ambos os shows deixou – e muito – a desejar. Os afortunados que puderam investir R$600,00, mais taxa de conveniência, para comprar os ingressos da pista premium, com certeza não tiveram do que reclamar.

Entretanto, os fãs que só puderam adquirir o ingresso de pista simples foram surpreendidos por um som – mesmo que muito bem definido – extremamente baixo, chegando a momentos em que não se dava para ouvir a voz de Ozzy, “príncipe das trevas”.

A banda de abertura ter o som mais baixo é comum, faz parte do contrato, já que o grande impacto tem de vir com o headline, ou seja, a banda principal da noite. Esperava-se que som de uma das maiores bandas de todos os tempos fosse poderoso, mas ele só foi arrumado no meio da clássica Iron Man, que já era a décima segunda música de um repertório que contava com dezesseis no total.

Outro problema é o espaço reservado à pista premium que foi desnecessariamente grande e deixou os pagantes da pista simples muito longe do palco, tendo de assistir as “macacagens” de Ozzy, a técnica visceral de Geezer, a pancadaria de Clufetos e a pegada e os sorrisos de Iommi através dos telões.

Mesmo assim os fãs não vão nunca se esquecer desta noite que os transformou em privilegiados por poderem assistir a três dos últimos dinossauros do rock ao vivo. Nas palavras de Ozzy Osbourne: “God bless you all!” – e ainda tem gente que diz que eles são satânicos, aiai.

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