Crítica Thor – O Mundo Sombrio


(Fonte: Divulgação)

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Hollywood como um todo sofreu um impacto muito forte com a trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Franquias de sucesso como a do espião 007 foram reestruturadas para dar o tom sombrio/realista dos filmes do Homem-Morcego. Até a maior concorrente da DC Comics – criadora do Batman –, a Marvel Comics, trouxe aos seus filmes um pouco da obscuridade e realismo de Nolan.

Entretanto, mesmo com a psique mais profunda de personagens, a fotografia mais escura e o roteiro com pitadas de realismo – na medida do possível é claro – a Marvel manteve uma de suas características mais amadas nos quadrinhos e atualmente nos cinemas, o humor. A empresa consegue como poucos mesclar ação, drama e humor. É claro que não é sempre que ela acerta, vide Homem de Ferro 3 e a piada mais sem graça de filmes de super herói, o Mandarin.

Mas em Thor – O Mundo Sombrio, a Marvel Studios encontrou o equilíbrio certo entre drama e comédia. Parece que Kevin Feige e sua turma andaram aprendendo com o insultante Homem de Ferro 3 e, pasmem, com o filme O Homem de Aço da sua concorrente DC Comics.

A falta de uma batalha substancial no primeiro filme – que diga-se de passagem é o que menos convence do Universo Marvel – foi suprida com algumas batalhas frenéticas e de encher os olhos. O filme do Superman é crucial neste sentido. Isso mostra que a Marvel, além de aprender com seus erros está de olhos bem abertos a cada passo de sua concorrente. Outra boa notícia é que a megalomania tecnológica de Asgard funciona muito bem nas telas o que convence facilmente o espectador da força de Odin e de seu império.

As falhas de roteiro existem, porém nada que estrague o desenrolar da trama. Christopher Eccleston como Malekith é convincente e assustador e Chris Hemsworth mostra bastante confiança e conforto na sua terceira atuação como o Deus do Trovão. Mas como já era o esperado, Tom Hiddleston rouba todas as cenas em que aparece – mesmo nas que não está como Loki – e eleva o humor do filme a outro nível.

Enfim, Thor – O Mundo Sombrio funciona como um filme solo e não apenas uma desculpa para mostrar cenas pós-crédito, que diga-se de passagem, são bastante importantes para o futuro do Universo Marvel nos cinemas. Mas prefira a versão 2D – e se possível legendado -, já que o 3D não enriquece a experiência e acaba por prejudicar – e muito – a fotografia e a beleza da iluminação utilizadas para desenvolver Asgard.

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